Proposição 1 - "Não há problemas de análise combinatória que se resolva sem pensar" - Patrocinador
Proposição 2 - "E aí , qual o resultado deste exercício? Se quiserem saber a resposta, comprem o livro do Elon!" - Patrocinador
Ok..... entendo que ele quis dizer que os problemas de análise combinatória exigem uma análise mais profunda caso a caso, pois as fórmulas genéricas para a resolução de problemas de matemática discreta não são tantas e blá blá blá....
Mesmo assim..... como assim????????
Afinal, em outras áreas da matemática, nós resolvemos problemas enquanto estamos vegetando! Sistemas de equações diferenciais não lineares..... pensar para quê? É melhor guardar meu raciocínio para comprar o livro do Elon. Falando nisso....
Cena
"-Doutor! Diga logo o que meu filho tem!!! Por favor!! Estou há dias preocupada! Não posso perdê-lo!
-Quer saber a resposta? Compre o livro de doenças! É baratinho!"
Enfim , acho que vou colocar minha pedra de estimação para dar aulas na Unicamp. Ela deve ter uma chance significativa.
21/10/2008
08/10/2008
Hoje eu entendo meu pai......
Meu pai sempre achou estranha minha opção de ser professor de matemática.... pensemos a respeito...
Quarta-feira é um dia feliz, já que os alunos auto-preconceituosos (expressão do ano) do subcurso de Licenciatura caminham juntos para a nossa aula de Educação Matemática Escolar II. Tal matéria é lecionada no famoso prédio da FE (Férias Escolares) , cuja cantina foi hoje palco de uma cena minimamente interessante.
Durante o intervalo da nossa EL684 (sim, subcurso tem intervalo) Rebecca e eu ,já atrasados, conversávamos alegremente, quando surge Giovanna com um sorriso no rosto e papéis em suas mãos. Aproxima-se da mesa na qual estávamos, olha para mim e canta: "Eu te-nho! Você não te-em!". Para alguém que não nos conhece bem , surgiriam conjecturas de que os papéis em suas mãos poderiam representar alguma bolsa , ou desenhos bonitos ou qualquer outra coisa..... eis que olho para o título do texto: ´Prova 2 - Análise I´.
Dizem que o sentimento de felicidade é relativo... quando olho para minha própria pessoa e comparo com o mundo normal, eu perco todas as minhas dúvidas de que tal afirmação é verdadeira. Basta observarmos seres humanos normais vibrando de alegria ao ganhar um carro novo, um buquê de flores , um novo instrumento musical, etc. E basta imaginarmos uma conversa como esta acontecendo:
"-Cara, você tem todas essas provas de Cálculo??? Que legal!! Vamos fazer amanhã??"
"-Vamos sim!! Eu vou acordar beeeem cedinho para dar tempo de fazer TUDO!"
Pelo menos nossa raça consegue ser feliz com papiro , carvão e algumas seqüências absolutamente convergentes. E quando encontramos algumas séries alternadas, hein? Basta utilizarmos o Teorema de Leibniz e dizer ao final: "Ah! Que lindo!!!"
Viver nesse mundo é aprender a passar 50 anos pensando naquele grande e cotidiano problema de intersecção de hiper-esferas multidimensionais para poder gritar depois: "Yes!!! Provei!!".
Quarta-feira é um dia feliz, já que os alunos auto-preconceituosos (expressão do ano) do subcurso de Licenciatura caminham juntos para a nossa aula de Educação Matemática Escolar II. Tal matéria é lecionada no famoso prédio da FE (Férias Escolares) , cuja cantina foi hoje palco de uma cena minimamente interessante.
Durante o intervalo da nossa EL684 (sim, subcurso tem intervalo) Rebecca e eu ,já atrasados, conversávamos alegremente, quando surge Giovanna com um sorriso no rosto e papéis em suas mãos. Aproxima-se da mesa na qual estávamos, olha para mim e canta: "Eu te-nho! Você não te-em!". Para alguém que não nos conhece bem , surgiriam conjecturas de que os papéis em suas mãos poderiam representar alguma bolsa , ou desenhos bonitos ou qualquer outra coisa..... eis que olho para o título do texto: ´Prova 2 - Análise I´.
Dizem que o sentimento de felicidade é relativo... quando olho para minha própria pessoa e comparo com o mundo normal, eu perco todas as minhas dúvidas de que tal afirmação é verdadeira. Basta observarmos seres humanos normais vibrando de alegria ao ganhar um carro novo, um buquê de flores , um novo instrumento musical, etc. E basta imaginarmos uma conversa como esta acontecendo:
"-Cara, você tem todas essas provas de Cálculo??? Que legal!! Vamos fazer amanhã??"
"-Vamos sim!! Eu vou acordar beeeem cedinho para dar tempo de fazer TUDO!"
Pelo menos nossa raça consegue ser feliz com papiro , carvão e algumas seqüências absolutamente convergentes. E quando encontramos algumas séries alternadas, hein? Basta utilizarmos o Teorema de Leibniz e dizer ao final: "Ah! Que lindo!!!"
Viver nesse mundo é aprender a passar 50 anos pensando naquele grande e cotidiano problema de intersecção de hiper-esferas multidimensionais para poder gritar depois: "Yes!!! Provei!!".
02/10/2008
Sábios professores!
Terceiro ano de faculdade.... estava eu hoje pensando sobre os mais diversos conhecimentos obtidos neste tempo de Unicamp. É quase com emoção que lembro de tais fatos tão valiosos e , principalmente, pedagógicos.... aqui vão dois deles....
-Thelma: "O prédio do IC é aquele em formato de H como meu nome, Thelma!"
-Eu: "Mas professor, não é verdade que se os icebergs derreterem o nível do mar permanecerá o mesmo? Ele só vai subir com a água das geleiras continentais , né?"
-Douglas Galvão: "Você está em um laboratório , não está?"
-Eu: "Estou.."
-Douglas Galvão: "Então , testa!"
(história incompleta)
Ainda existem inúmeras outras histórias que poderia contar, mas quero agora pensar um pouco sobre um personagem que eu poderia chamar de Patrocinador..... este sim é um homem sensato! Cada aula dele me ajuda a crescer como professor. Afinal , cada dia que entro na sala vejo um novo contra-exemplo..... Contudo, não devo ser injusto, pois esta figura nos dá conhecimentos muito válidos do mundo, as vezes válidos até demais.Terça-feira ouvi uma frase muito interessante de Patrocinador: "Isso pode ajudar ou atrapalhar se você fizer certo ou errado".
Quanto tempo será que ele pensou para concluir esta proposição? As vezes poderíamos pensar que foi apenas um deslize, mas basta voltarmos algumas semanas para encontrarmos outro grande auxílio de Patrocinador em nossas vidas: "Esta é a lista 1 , porque é a primeira, a próxima será a lista 2".
A minha maior vontade é poder levantar a mão e perguntar: "Mas professor, eu não entendi! A próxima é a 2??? Depois da 1?? Por que a próxima lista não é 1 de novo? Seria bem mais fácil , né?"
Ao longo dos dias eu realmente começo a acreditar que ele não acha estas frases elementares. Consigo imaginar este Patrocinador sentado em sua cadeira tentando descobrir qual o título da lista subseqüente à lista 7, por exemplo:
"Que número eu usarei agora? A cada lista isso fica mais difícil , porque eu já usei 7 números e daqui a pouco eles irão acabar..."
Enfim, estas são algumas das frases que frequentam meu dia-a-dia e me dão o conhecimento necessário para ser professor, mas é suficiente. Afinal , eu não irei trabalhar mesmo.
-Thelma: "O prédio do IC é aquele em formato de H como meu nome, Thelma!"
-Eu: "Mas professor, não é verdade que se os icebergs derreterem o nível do mar permanecerá o mesmo? Ele só vai subir com a água das geleiras continentais , né?"
-Douglas Galvão: "Você está em um laboratório , não está?"
-Eu: "Estou.."
-Douglas Galvão: "Então , testa!"
(história incompleta)
Ainda existem inúmeras outras histórias que poderia contar, mas quero agora pensar um pouco sobre um personagem que eu poderia chamar de Patrocinador..... este sim é um homem sensato! Cada aula dele me ajuda a crescer como professor. Afinal , cada dia que entro na sala vejo um novo contra-exemplo..... Contudo, não devo ser injusto, pois esta figura nos dá conhecimentos muito válidos do mundo, as vezes válidos até demais.Terça-feira ouvi uma frase muito interessante de Patrocinador: "Isso pode ajudar ou atrapalhar se você fizer certo ou errado".
Quanto tempo será que ele pensou para concluir esta proposição? As vezes poderíamos pensar que foi apenas um deslize, mas basta voltarmos algumas semanas para encontrarmos outro grande auxílio de Patrocinador em nossas vidas: "Esta é a lista 1 , porque é a primeira, a próxima será a lista 2".
A minha maior vontade é poder levantar a mão e perguntar: "Mas professor, eu não entendi! A próxima é a 2??? Depois da 1?? Por que a próxima lista não é 1 de novo? Seria bem mais fácil , né?"
Ao longo dos dias eu realmente começo a acreditar que ele não acha estas frases elementares. Consigo imaginar este Patrocinador sentado em sua cadeira tentando descobrir qual o título da lista subseqüente à lista 7, por exemplo:
"Que número eu usarei agora? A cada lista isso fica mais difícil , porque eu já usei 7 números e daqui a pouco eles irão acabar..."
Enfim, estas são algumas das frases que frequentam meu dia-a-dia e me dão o conhecimento necessário para ser professor, mas é suficiente. Afinal , eu não irei trabalhar mesmo.
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